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Matar uma criança é matar uma esperança; por Helio Bello Cavalcanti

Vivemos, hoje em dia, dolorosamente preocupados com os noticiários, quase diários, dos órgãos da imprensa, sobre a morte de crianças pelas próprias mães. Vezes, para se livrarem dos filhos como vingança contra o marido ou contra o amante. De outras vezes, de maneiras mais diversas: prostitutas que engravidam em razão do oficio; meninas-moças da sociedade, recorrendo para aborto às enfermeiras e até médicos sem escrúpulos; outras meninas contra a gravidez resultante de estupro, recorrendo à Polícia para liberar a prática do aborto em razão da violência sofrida. Revela notar, também, a insensatez e a maldade de certas mães para se livrarem de uma criança que mantém como estorvo, preferindo dela desfazer-se, jogando-as no mato, nos rios, nas ruas desertas.

Tudo isto estarrecidos assistimos, sem que os serviços sociais, como Órgãos do Poder Público, busquem assistência e guarida para aquelas crianças que eventualmente sobrevivam. Quando raramente acontece, estes recém-nascidos são levados para Hospitais ou Casas Especiais onde, às vezes, são adotadas por casais interessados, que recorrem ao processo legal da adoção. Nas demais vezes, entretanto, passam a ser criados em Orfanatos mantidos pelo governo até que alcancem determinada idade, quando estas crianças são transferidas para estabelecimentos chamados de ensino que, às vezes, são conduzidos com seriedade e, quando aproveitados, encaminhados para estudos ou oficinas, onde aprendem ofícios que lhes serão válidos pelo resto da vida. Outras destas crianças, não se sabe como, vão para as ruas, onde se prostituirem, aprendem a roubar, cometem assaltos e ingressam nos mais torpes centros de tóxicos, tornando-se irremediavelmente viciados, verdadeiros molambos humanos, esfarrapados, violentos, agressivos, entregues à própria sorte. Neste caso são levados pela Polícia para Orfanatos ou, pior, Cadeias Públicas, como recentemente noticiado na imprensa, mostrando em fotos, três meninos em Cadeia no Espírito Santo, algemados um no outro, como verdadeiros animais. Mas, não caracterizado crimes, são enfim, liberados. E voltam às ruas, para prática de todos aqueles atos vis que sempre praticaram.

O que fazer ?  Reconhecemos que não é fácil. Talvez, como solução derradeira, a criação de Centros de Ensino, perfeitamente adequados para educação, ensinamento, alimentação sadia, bons alojamentos, prática de esportes, os mais variados, ensino religioso, em tudo observado os Centros destinados só às meninas e outros aos rapazes.

Não sei, honestamente não sei, e reconheço que não é fácil. Mas tenho carinho pela vida destas crianças e peço a Deus que as ampare, mostrando aos Órgãos de Repressão, aos Governantes deste País e aos nossos Políticos que, no fundo, são crianças brasileiras e, portanto, nossos pequenos patrícios, que merecem uma esperança.